No âmbito do lançamento do novo projecto financiado pela parceria Aga Khan / FCT “Pluralismo: Democratização e integridade eleitoral em Angola e Moçambique” e no mês do Dia Mundial da África, é organizada esta mesa-redonda que pretende dar a conhecer este projecto e lançar o debate.

Oradores:

Alberto Oliveira Pinto, investigador do Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do CEsA – Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina do Instituto Superior de Economia e Gestão. Entre as suas publicações na área de estudos de relevo para a atual mesa redonda, destacam-se: História de Angola – Da Pré-História ao Início do Século XXI, Portugal, Mercado de Letras Editores, 1ª ed., 2016 e 2ª ed. 2017; A Criança Branca de Fanon, Ensaio Ego-Histórico sobre o Facto Colonial Angolano, Portugal, Mercado de Letras Editores, 2018; Imaginários da História Cultural de Angola (Prémio Literário Sagrada Esperança 2016), Angola INIC, 2017; Representações Literárias Coloniais de Angola, dos Angolanos e suas Culturas – 1924-1939, Portugal, Fundação Calouste Gulbenkian, 2013. Como ficcionista publicou diversos romances, salientando-se a obra Mazanga (Prémio Literário Sagrada Esperança, 1998), Angola, INALD, 1998.

 

Jean-Michel Mabeko-Tali, Professor Titular da Cátedra de História de África na Universidade de Howard, em Washington, DC. É membro da subcomissão para o Tomo III do Comité Internacional da UNESCO para a redação do IX Volume da História Geral de África e, entre 2009 e 2017, foi membro do Comité Internacional da UNESCO para o Uso Pedagógico da História Geral de África. Entre as suas publicações na área de estudos de relevo para a atual mesa redonda, destacam-se:  Guerrilhas e Lutas Sociais. O MPLA perante si próprio (1960/1977), Portugal, Mercado de Letras Editores, 2018; Barbares et Citoyens. L’identité nationale à l’épreuve des Transitions africaines: Congo-Brazzaville, Angola. Paris, L’Harmattan, 2005 ; Dissidências e Poder de Estado, o MPLA perante si próprio, 1962-1977, Luanda, Nzila 2001. Como romancista, publicou Le Musée de la Honte, Paris, L’Harmattan, 2002 e L’Exil et l’Interdit, Paris L’Harmattan, 2001.

 

José de Melo Alexandrino, Professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Investigação de Direito Público (CIDP) do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da mesma Faculdade, com supervisão da linha de investigação em Direito Público Lusófono (2013-2017). Entre as suas publicações na área de estudos de relevo para a atual mesa redonda, destacam-se: Elementos de Direito Público Lusófono, Coimbra, Coimbra Editora, 2011; Os Direitos Humanos em África (coord.), Coimbra, Coimbra Editora, 2011; O novo constitucionalismo angolano, Lisboa, e-book, ICJP, 2013; Jornadas de Direito Municipal Comparado Lusófono (coord.), Lisboa, AAFDL, 2014; Estudos sobre o Constitucionalismo no Mundo de Língua Portuguesa, vol. I (coord.), Lisboa, AAFDL, 2015; II Jornadas de Direito Municipal Comparado Lusófono (coord. com Mário Ramos Pereira da Silva), Lisboa, AAFDL, 2016; Lições de Direito Constitucional, 2 volumes, 3.ª ed., Lisboa, AAFDL, 2017, 2018; Estudos sobre o Constitucionalismo no Mundo de Língua Portuguesa, vol. II – Brasil e Portugal (coord.), Lisboa, AAFDL, 2018.

 

Nuno Vidal, Investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL, coordenador do projecto Pluralism: Democracy and Electoral Integrity in Angola and Mozambique (2018-2021; financiamento FCT & Aga Khan Development Network). Entre as suas publicações na área de estudos de relevo para a atual mesa redonda, destacam-se: Com Patrick Chabal (eds. & co-auts.) Angola: the weight of history. New York & London: Hurst & Columbia University Press, 2007; Com Patrick Chabal (eds. & co-auts.), Southern Africa: Civil Society, Politics and Donor Strategies – Angola, Zimbabwe, Democratic Republic of Congo, Mozambique, Namibia and South Africa. Wageningen University: Media XXI, 2009; Com Justino Pinto de Andrade, Justino (eds. & co-auts.). O Processo de Transição para o Multipartidarismo em Angola. Lisbon & Luanda: Firmamento, 2006, 2007, 2008; Com Justino Pinto de Andrade (eds, orgs & co-auts). Sociedade Civil e Política em Angola. Luanda & Lisbon: Firmamento, 2008, 2009; Com Justino Pinto de Andrade (eds. & co-auts.). Economia Política e Desenvolvimento em Angola. Luanda: Chá de Caxinde, 2011; Poverty Eradication in Southern Africa: Mozambique, Tanzania, Democratic Republic of Congo and Angola. National and regional poverty observatories. Luanda & Brussels: Media XXI 2011; “Angola – Election Management Bodies” in Election Management Bodies in Southern Africa (Johannesburg: African Minds, 2016), 1-43.

 

Um dos parceiros deste projecto e que co-organiza esta mesa-redonda é a Associação Chá de Caxinde-Angola. A associação será representada por Jacques dos Santos que irá fazer uma breve introdução desta co-organização.

Jacques Arlindo dos Santos, escritor, foi deputado à Assembleia Nacional de Angola de 1996 a 2004. Através da crónica e do conto tem colaboração em muitas publicações angolanas. Sócio fundador da Associação Cultural Chá de Caxinde, foi seu presidente durante 27 anos. Membro da União dos Escritores Angolanos, da ADRA e da Associação Tchiweka de Documentação. Foi director do mensário cultural “O Chá” e é autor de vários títulos, tendo iniciado os caminhos da literatura com “Casseca-Cenas da vida em Calulo”, em Outubro de 1993. Em Agosto de 2017 lançou “Nghéri-hi? – As maka da grande família” e “101 crónicas deste e de outro tempo”. Recentemente, deu à estampa “Subitamente no cacimbo”. Vencedor do Prémio Sonangol de Literatura em 2000 com “Berta Ynary ou o pretérito imperfeito da vida”, foi distinguido em 2004 com o título de Grande Oficial da Ordem do Rio Branco, comenda outorgada pela Embaixada do Brasil em Angola.

 

Moderação/Dinamização

Adolfo Maria, participou no combate cultural, político e armado nacionalista pela independência de Angola. Nas fileiras do MPLA, integrou a 2ª Região Político- Militar, dirigiu a rádio “Angola Combatente”. Foi um dos responsáveis da tendência daquele Movimento chamada “Revolta Activa” que, ainda na Luta de Libertação, pugnava pela democratização do MPLA e por uma nova estratégia político-militar. Na época colonial foi preso pela PIDE, em 1959. Logo após a Independência do seu país, teve de se esconder da polícia política do regime, a DISA, em Abril de 1976, durante quase três anos; depois esteve preso e por fim expulso para Portugal, em Janeiro de 1979. É comentarista no programa “Debate Africano” da RDP África. Entre as suas publicações na área de estudos de relevo para a atual mesa redonda, destacam-se: Angola, sonho e pesadelo; Angola – contributos á reflexão. Lisboa, Colibri, 2014; Angola no tempo da ditadura democrática revolucionária, Lisboa, Colibri, 2016; Grande entrevista publicada em livro: Angola no percurso de um nacionalista – conversas com Adolfo Maria. Porto, Edições Afrontamento, 2006.

O encerramento fica a cargo de Cláudia Peixoto da Editora Mercado de Letras.

 

ORGANIZAÇÃO:

Projecto de Investigação “Processos de Democratização e Desenvolvimento em Angola e na África Austral” – 3ª fase & Associação Chá de Caxinde-Angola

 

 

APOIOS:

 

 

 

 

 

Photo by David Stanley / CC BY2.0