O documentário do mês de outubro do AiD é “O Canto de Ossobó” de Silas Tiny (2017). A seguir ao documentário segue-se conversa com o realizador do filme, Silas Tiny, e a investigadora Magdalena Bialoborska (CEI-IUL).

A sessão decorre no dia 18 de outubro, quinta-feira, pelas 18h30 no LARGO Café Estúdio (Lisboa). Entrada livre.

Esta é uma actividade no âmbito do projecto Activisms in Africa.

Apoios: CEI – IUL | Largo Residências

 Sobre o documentário:

O CANTO DO OSSOBÓ
de Silas Tiny
(2017)

99 min |English subtitles

Um dia na Roça Rio do Ouro,

Um dia na Roça Água-Izé…

Rio do Ouro e Água-Izé foram as maiores roças de produção de cacau em São Tomé e Príncipe durante o período colonial português. A sua produção chegou a ser a maior a nível mundial em princípios do Século XX. Neste local milhares de homens e mulheres foram marcados pelo trabalho forçado em regime equiparado à escravatura. A Roça relembra o poder e domínio, injustiça e dor. Hoje, a degradação alastra pelo espaço colocando em risco de extinção a memória colectiva santomense. Passados trinta anos de ausência, o realizador do filme regressa ao seu país e a este lugar para encontrar os vestígios desse passado.

“A construção de uma memória para mim enquanto cineasta traduz-se na criação de imagens que possam ser e repor o sentido de identidade. A imagem deixa de ser um elemento passivo e explicativo de alguma coisa e passa a ser ela mesma a presença daquilo que se perdeu. A imagem de uma árvore, de uma casa, não é para mim apenas uma representação, mas sim presença sensível – objecto da memória ligada a um significado e ao desejo de situar um sentimento passado no presente. Por isso, este filme pretende ser um espaço de observação onde se cruzam histórias, reflexões pessoais e espaços. Enfim, todo um território indistinguível correspondente não só a um sentimento pessoal, mas também colectivo, que para além de apelar a um país, ou a uma determinada geografia, apela também à construção da memória como forma de definição humana.”     Silas Tiny