O entendimento que a população rural de Moçambique tem das Autoridades Tradicionais tem sido moldado por uma história volátil de migrações, de invasões, de guerras, de deslocamentos e de intervenções estatais e não estatais, “estrangeiras” e “nacionais”. É fundamental para a reconstrução política ultrapassar aquilo que foi muitas vezes uma história violenta e autoritária, com pouco espaço para a participação e para pedir contas a influentes agentes políticos externos e internos.

Índice

Introdução
1. Organização política e condicionalismos sócio-económicos e ecológicos em Moçambique no período précolonial
2. Atributos e fundamentos sócio-políticos de legitimação das Autoridades Tradicionais em Moçambique no período pré-colonial
3. As Autoridades Tradicionais e o impacte político, social e económico da estruturação do Estado colonial português em Moçambique
4. As Autoridades Tradicionais na armadura político-administrativa do Estado colonial português
5. FRELIMO e Autoridades Tradicionais na guerra de libertação nacional: influências externas e estrutura social interna
6. FRELIMO e Autoridades Tradicionais na construção do “projecto nacional revolucionário”: padrões e tendências políticas
7. O papel das Autoridades Tradicionais na génese da “guerra civil” em Moçambique
8. A FRELIMO face às Autoridades Tradicionais no contexto da liberalização política: dinâmicas sociais internas e conjuntura política externa
Conclusão
Bibliografia

Edicao Digital