Equipa

José da Silva Horta, Manuel Maria Braga, Mamadu Jao, Peter Mark

Resumo

O projecto toma como ponto de partida o facto de a Senegâmbia ter sido tomada desde há décadas como “objecto” de múltiplos trabalhos, sem que a sua construção tenha sido testada como conceito operatório de um pretenso sistema social monolítico. Assim, um dos modelos normativos em análise neste projecto, o Kaabunké, tem sido analisado por referência a um outro, o Islamo- Wolof, hoje portador de um estatuto, considerado a priori, como dominante na Senegâmbia, e de que aquele seria uma simples adaptação, imposta pela sua periferização geográfica. É a validade actual deste meta-conceito operatório, que este projecto pretende aferir, elevando para tal, a objecto de estudo “as relações entre actores “Modernos” e “Tradicionais””. Neste sentido, tem sido promovida uma análise intra-orientada (sociológica) e inter-temporal (histórica), no sentido de se identificar (em) eventual(is) ponto(s) de ruptura, caso da avaliação histórica do momento, em que um determinado conceito deixa de ser válida. Como tal e de modo a concretizar este exercício, paralelamente ao trabalho de investigação (pesquisa bibliográfica, pesquisa de arquivo, trabalho de terreno) realizado pelos diferentes membros da equipa, o projecto logo a partir do ano lectivo de 2005/06 assegurou na FLUL a realização de um seminários de pós- graduação sobre a Senegâmbia onde grande parte das questões centrais que informam o projecto foram apresentadas.