No próximo dia 26 de outubro, o seminário permanente de estudos Africanos 2017, Pensar África, recebe como convidado Christian Muleka Mwewa, professor na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Resumo:

A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, a história dos sujeitos pertencentes a alguns desses grupos, negros e indígenas, por exemplo, é marcada por desigualdades e discriminações que impedem, em certa medida, o acesso aos bens culturais produzidos pela e na sociedade como um todo. O embate étnico, no Brasil, se localiza mais fortemente entre as populações oriundas do continente europeu e africano. Ou seja, este conflito camufladamente declarado pode ser entendido como um dos resquícios do período escravocrata. Assim, pretendemos tensionar as disposições legais, os estudos que tematizam as relações étnicas e as concepções étnicas influenciadoras da prática pedagógica de cinco professoras da Rede Municipal de Três Lagoas-MS (Brasil). As concepções presentes nesses documentos são materializadas nas entrevistas (geração de dados) com as cinco professoras. As nossas análises transitam nos estudos que abordam as questões étnicas na educação infantil. Foi possível identificar um déficit formativo refletido nas falas e concepções das entrevistadas quanto às questões étnico-raciais que limita suas práticas pedagógicas junto às crianças no contexto educativo. Aqui, na melhor das hipóteses, reside a originalidade da presente pesquisa, qual seja, evidenciar a inércia da temática no contexto da Educação Infantil no Brasil.