Baseado na Dissertação “A União Africana e a Emergência de Estados-Directores em África: O Caso de Angola” elaborada para o seu doutoramento em Ciências Sociais, ramo de Relações Internacionais, Eugénio Costa Almeida procura, ao longo do presente ensaio, apresentar uma perspectiva sobre como será possível relacionar a existência de potências regionais em África com as linhas programáticas que norteiam a actual União Africana, enfatizando a potência emergente: Angola. No ensaio são abordados, entre outros, o contributo dos movimentos de negritude norte-americanos para a emergência das acções pan-africanistas, a problemática histórica da independência angolana e tudo o que condicionou os anos seguintes até à sua Paz, em 2002, sem esquecer todos os condicionalismos externos que ajudaram a moldar a história angolana, e, finalmente, desta até ao estágio actual de potência regional emergente aliado às relações de Angola com o Continente africano e com os seus principais parceiros estratégicos nas regiões onde se insere como uma emergente potência regional e, simultaneamente, uma potência com tendências para ser um instrumentality power em certas regiões.

Table of Contents

1. Da negritude norte-americana às interdependências africanas

2. Angola, de Colónia a Potência Regional Emergente?

3. Da II República a Potência Regional?

4. Comportará África a existência de potenciais Estados-Directores?